escolha

Metafísica. Filosofia. Deliberações incessantes e incansáveis. Por um tempo o eu não coube em mim. Caibo. Eu escolhi a simplicidade. Escolhi as imperfeições interessantes. Escolhi o sorriso, o abraço. A dor. Adoro. Não a dor. Caber.

Se Clarice transbordava, eu escolhi derramar - tentar - nos outros. Eu escolhi.

Chega de colóquios polidos e jargões presunçosos. Eu escolhi a minha fala. Que pode até ser elegante e requintada. Chique sô. Mas de uma elegância bruta e rústica - pra ser sistemática falta a prática.

Escolhi. Não encolhi.
Sou.
Corpo.
Mente.
Alma.

na vida tudo passa, até a uva

A busca pela sobrevivência é inerente ao ser humano e, biologicamente falando, sobreviver não se trata apenas de viver. Trata-se, como pode ser observado no prefixo "sobre", de ir além da vida, de extrair do efêmero o perene. Deixar um legado.


Não curto eufemismos metalinguísticos e deveria ter a capacidade de expandir o que sinto sem a necessidade de ser assertivamente erudito.

Mas ta foda.

Comunicação e Linguagem

Linguagem. Método de aquisição e expressão de sistemas de comunicação. Somente na espécie humana são utilizadas atualmente entre 3000 e 6000 línguas. Tantas formas de dizer o que se sente e mesmo assim muitas ideias e sentimentos morrem sufocados. Talvez não pela falta de tentativas, nem pela compreensão incompleta do que se sente ou pensa. Às vezes pelo medo, às vezes pela insegurança. Mas muitas vezes e em muitas vezes pela incapacidade de ser completamente franco e sincero. Das ditas, muitas são meio e muitas são quase. Ainda existem as que nunca foram (ou serão) ditas, mesmo quando honestas. Para que interlocutores se compreendam não basta abrir o canal fático, é necessária a compreensão. Sem meios ou quases. Porque é tão difícil então ser trully meaninfull? Pegando-me como objeto de estudo percebo que muitas vezes não falo o que quero, ou sinto, ou acho, simplesmente porque não sei como dizer. Pelo menos não de uma forma que me agradaria ao ler, ou ouvir. Escuto muito mais, falo pouco. Sei o que gostaria de escutar e como, mas não o que deveria dizer e como.

Ultimamente me apaixonei.

tchau Pasárgada

Acabou. E assim fui liberto. Livre das preocupações, sem mais ansiedade. Sereno? Em caos. Volto para a minha prisão. A minha prisão. Minhas escolhas, ainda que imaturas, sentenciam o meu destino. Triste previsão infeliz. Chove em meu recinto e sinto dor. Dor amargurada e pulsante. Rumo à casa.

os tempos mudam...

Um dia me apaixonei pela simpatia de uma garota.

Hoje me apaixono por bundas.

divagando

e nas minhas idéias me perco pensando em não pensar no que apesar do esforço açoita meus anseios já não mais sei se o que queria é o que quero e de tanto querer acabo precisando de pelo menos lembrar num viés metodológico de aceitar viver as recordações passa o tempo passa de tanto passar eu passo a aceitar que o que era já não mais é talvez nunca tenha sido o que era já não mais foi o que será pode ser a vir sabendo o que querer busco querer o que não quero ou não queria não sei tanto faz de tanto fiz para não lembrar do que quero tanto fizemos o tempo passa e nas minhas idéias eu me perco pensando

Rapidinha!

É triste perceber que as decisões do aclamado destino são maiores que suas vontades pessoais.

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