na vida tudo passa, até a uva

A busca pela sobrevivência é inerente ao ser humano e, biologicamente falando, sobreviver não se trata apenas de viver. Trata-se, como pode ser observado no prefixo "sobre", de ir além da vida, de extrair do efêmero o perene. Deixar um legado.


Não curto eufemismos metalinguísticos e deveria ter a capacidade de expandir o que sinto sem a necessidade de ser assertivamente erudito.

Mas ta foda.

Comunicação e Linguagem

Linguagem. Método de aquisição e expressão de sistemas de comunicação. Somente na espécie humana são utilizadas atualmente entre 3000 e 6000 línguas. Tantas formas de dizer o que se sente e mesmo assim muitas ideias e sentimentos morrem sufocados. Talvez não pela falta de tentativas, nem pela compreensão incompleta do que se sente ou pensa. Às vezes pelo medo, às vezes pela insegurança. Mas muitas vezes e em muitas vezes pela incapacidade de ser completamente franco e sincero. Das ditas, muitas são meio e muitas são quase. Ainda existem as que nunca foram (ou serão) ditas, mesmo quando honestas. Para que interlocutores se compreendam não basta abrir o canal fático, é necessária a compreensão. Sem meios ou quases. Porque é tão difícil então ser trully meaninfull? Pegando-me como objeto de estudo percebo que muitas vezes não falo o que quero, ou sinto, ou acho, simplesmente porque não sei como dizer. Pelo menos não de uma forma que me agradaria ao ler, ou ouvir. Escuto muito mais, falo pouco. Sei o que gostaria de escutar e como, mas não o que deveria dizer e como.

Ultimamente me apaixonei.

tchau Pasárgada

Acabou. E assim fui liberto. Livre das preocupações, sem mais ansiedade. Sereno? Em caos. Volto para a minha prisão. A minha prisão. Minhas escolhas, ainda que imaturas, sentenciam o meu destino. Triste previsão infeliz. Chove em meu recinto e sinto dor. Dor amargurada e pulsante. Rumo à casa.

os tempos mudam...

Um dia me apaixonei pela simpatia de uma garota.

Hoje me apaixono por bundas.

divagando

e nas minhas idéias me perco pensando em não pensar no que apesar do esforço açoita meus anseios já não mais sei se o que queria é o que quero e de tanto querer acabo precisando de pelo menos lembrar num viés metodológico de aceitar viver as recordações passa o tempo passa de tanto passar eu passo a aceitar que o que era já não mais é talvez nunca tenha sido o que era já não mais foi o que será pode ser a vir sabendo o que querer busco querer o que não quero ou não queria não sei tanto faz de tanto fiz para não lembrar do que quero tanto fizemos o tempo passa e nas minhas idéias eu me perco pensando

Rapidinha!

É triste perceber que as decisões do aclamado destino são maiores que suas vontades pessoais.

A dualidade partícula-onda!

"Existem mais coisas no céu e na terra, Horácio, que a tua filosofia jamais sonhou."

William Shakeaspeare - Hamlet ; ato I ; cena 5 ; verso 175

A matéria é, basicamente, tudo aquilo que possui massa e, portanto, o componente basilar da vida, do universo e de tudo mais. Indivisível não é, contudo. A origem da fragmentação da matéria é um tanto quanto incerta. Atribui-se a idéia primordial do átomo aos filósofos gregos, particularmente à Demócrito que, esclarecidamente, disse ao mundo que um átomo seria o componente básico de toda e qualquer matéria, além de ser qualitativamente iguais, diferindo, apenas na forma, no tamanho e na massa. Seu pensamento era fundamentalmente correto, mas não completo e abrangente. O primeiro modelo atômico, criado por John Dalton, surgiu apenas séculos e séculos mais tarde e não se mostraria totalmente apropriado, sendo o primeiro cientista a elucidar o elétron John Thomson.

Atualmente sabemos, claramente, que o elétron não é o único componente do átomo e o modelo vigente tem dois preceitos básicos: o Princípio da incerteza de Heinsenberg e a dualidade partícula-onda do elétron. O primeiro, tentando ser o menos prolixo possível, estabelece que o quão maior é a aproximação para observar uma partícula diminuta, mais difusa se torna a visão da mesma. Já o segundo eu deixo o Dr. Quantico explicar de forma didática e concisa:





Lembre-se agora daquela perguntinha cretina do seu professor de física, que a princípio parecia simples, mas revelaria-se capciosa após uma esdrúxula combinação batida... "Depende do referencial." Dir-te-ia seu catedrático. Tão simples, tão lógico, tão incerto. O observador, como o Dr. Quantico nos ensinou, altera significativamente não só o resultado das ações, mas o próprio comportamento daquilo que se observa. Ah... Finalmente podemos passar para o assunto a ser debatido hoje, não o comportamento dual de partículas diminutas, mas o próprio comportamento humano.

Não somos elétrons, apesar de sermos compostos, em conjunto com prótons, nêutrons e todas aquelas outras partículas subatômicas (que não vem ao caso serem mencionadas), pelos mesmos. E, antes que eu me esqueça, perdoe-me os lugares comuns. Entretanto, assim como os elétrons, apresentamos uma dualidade comportamental. Não comece a se chocar contra a parede, não estou dizendo que podemos difratar através de fendas... A verdade é que o ser humano foi dualmente antropomorfizado. Um processo de construção comportamental que, ao contrário das lógicas maniqueístas, não apresenta alteregos opostos. Nada de um bom e de um mal, sequer um egocêntrico e outro altruísta, apresentamos múltiplos egos ao mesmo passo que não somos esquizofrênicos.



Uma mente brilhante?


O que ocorre, afinal, é que somos seres diferentes dependendo do meio em que nos encontramos. Ou seja, mais que duais, somos plurais.

Utilizando conceitos evolucionistas para lógicas comportamentais, percebe-se que tanto Darwin quanto Lamarck estavam certos. O primeiro por exemplificar que as pressões ambientais selecionam os mais aptos a determinado ambiente. Já Jean-Baptiste, foi feliz ao afirmar que as modificações no ambiente, ou seja, as alterações de suas necessidades, podem causar a transmutação dos seres, mas, no caso, da personalidade dos seres.

Em breve pretendo escrever a respeito dos teoremas da física aplicados, também, ao comportamento. Quem é você?

"REFLITÃO 16:3"
Cersibon - Madeira, Rafael

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